O ovo é, basicamente, o zigoto dos animais, ou seja, célula diploide formada da fusão do núcleo do óvulo com o núcleo do espermatozoide. O ovo animal pode ser classificado com base na distribuição do vitelo e na quantidade do mesmo. Ele pode ser oligolécito, heterolécito, telolécito ou centrolécito.

Os ovos oligolécitos têm pouco vitelo e este é distribuído homogeneamente por todo o citoplasma. Já os ovos heterolécitos possuem bastante vitelo distribuído de forma não homogênea. Os ovos telolécitos possuem grande quantidade de vitelo, ainda maior do que os heterolécitos, sendo os ovos de aves, peixes e répteis desta categoria. Por fim, os centrolécitos possuem vitelo no centro do ovo.

Diversos animais botam ovo, como os répteis, as aves, os anfíbios e os peixes. A criação de galinhas e de outros animais é muito antiga, tendo surgido há milhares de anos. Na península ibérica estima-se que tenha surgido cerca de 8.000 anos atrás. Atualmente, o Reino Unido é o maior produtor de ovos da Europa, sendo a China a maior produtora mundial.

Estrutura do ovo

Os ovos possuem casca, clara e gema, basicamente. A casca é a cobertura que fica na parte externa do ovo, constituída fundamentalmente de carbonato de cálcio.

Ela é porosa e representa cerca de 10% do peso total do ovo. A casca deve ser lisa, sem enrugamentos, fissuras ou granulações, sendo que debilidades na casca representam carências nutritivas ou problemas de saúde no animal gerador.

Já a clara é uma substância viscosa e aquosa constituída basicamente de albúmen. Rica em proteína e de alta digestão, a clara não possui odor próprio e é segregada por glândulas do oviducto das aves. Representando cerca de 60% do peso do ovo, a clara possui duas partes distinguíveis, uma mais fluídica e outra mais rígida. Por fim, a gema é mais densa do que a clara e fica na parte interior do ovo. De aparência esférica, a gema possui coloração alaranjada e representa cerca de 30% do peso do ovo. A gema é a parte mais calórica e gordurosa.

Classificação

Os ovos são classificados em duas categorias: A e B. A categoria A é correspondente aos ovos frescos e destinados ao consumo humano, podendo ou não ser utilizados na indústria. Já os ovos da categoria B são ovos destinados ao uso industrial, sendo ou não utilizados na indústria alimentícia ou para consumo humano.

Além disto, os ovos podem ter a casca branca ou marrom, devido à genética. A coloração não tem relação com a qualidade nutritiva ou gastronômica, apenas com a raça da galinha. Ainda assim, nota-se uma preferência pelos ovos de coloração marrom. A galinha caipira, que geralmente cresce de forma mais saudável e sem o uso de hormônios, pode botar ovos tanto branco quanto marrons. No entanto, poucas pessoas sabem disto, por isso a preferência maior por ovos marrons.

Ovo: vilão ou aliado da saúde?

Fonte de proteína completa, por possuir todos os aminoácidos essenciais ao corpo humano, o ovo é uma ótima opção para os vegetarianos. Rico em fósforo, ferro, cálcio, vitamina A, B6 e B12 o ovo é um super alimento.

Há um tempo atrás acreditava-se que o consumo do ovo devia ser restringido a apenas duas vezes por semana, entretanto, atualmente é indicado o consumo de ovo cerca de quatro vezes por semana, sendo ou não o prato principal.

O consumo em excesso pode sim elevar consideravelmente os níveis de colesterol e aumentar o risco de doenças cardiovasculares, sendo a clara a principal vilã, já que tem cerca de 200 miligramas de colesterol. Portanto, o consumo deve ser controlado para pessoas que já têm o colesterol alto, algo em torno de dois ovos por semana. Crianças, no entanto, que estão em fase de desenvolvimento, necessitam de ovo, pois ele é rico em proteínas, cálcio e ferro, por exemplo, sendo recomendado o consumo de até seis ovos por semana.

Atletas também podem comer mais ovos, algo em torno de seis unidades por semana. Indivíduos com o colesterol regulado podem comer cerca de quatro ovos por semana sem preocupações. Importante lembrar que o consumo de ovos deve fazer parte de uma dieta equilibrada e saudável, somado ao consumo de vegetais, legumes, fibras e frutas

Alguns cuidados

Na hora de comprar o ovo preste atenção no aspecto da casca, que deve estar lisa e limpa. Evite o consumo de ovos crus, pois o risco de conter salmonela é muito grande, o que levaria ao desenvolvimento de salmonellose, doença que provoca vômitos, diarreia e febre.

Mantenha os ovos sempre sob refrigeração e, de preferência, evite deixá-los na porta da geladeira, já que o abre e fecha pode alterar a temperatura e comprometer a qualidade. Por fim, evite usar óleo no preparo dos ovos. Acostume-se a come-los cozidos ou à moda poché, ou seja, com um pouco de água na panela ao invés de óleo.

Fonte: Saúde Medicina